Educação
Escolha conectivos pelo sentido do argumento, não pela aparência formal.
Uma redação pode ter bons argumentos e ainda parecer confusa. Quando a relação entre as frases fica implícita, o leitor tem dificuldade para acompanhar a tese.
Conectivos argumentativos ligam partes do texto e indicam se uma ideia acrescenta informação, apresenta ressalva, explica uma afirmação ou decorre de outra.
Expressões como “nesse contexto” retomam um cenário já apresentado. Para expor a tese, prefira construções claras, como “defende-se que”, em vez de fórmulas soltas.
“Além disso” introduz outro argumento; “também” pode integrar uma oração. Já “nesse sentido” retoma uma ideia e a desenvolve, sem apenas repetir o que veio antes.
“Contudo”, “porém” e “no entanto” apresentam oposição ou ressalva. Comparações como “assim como” aproximam ideias; escolha a expressão conforme a relação pretendida.
“Portanto”, “assim” e “desse modo” podem sinalizar uma conclusão que decorre dos argumentos. “Diante disso” retoma uma situação e pode encaminhar uma resposta ou proposta.
Antes de usar um conectivo, pergunte o que a próxima ideia faz: soma, restringe, explica ou decorre da anterior. Esse critério vale entre frases e entre parágrafos.
“Destarte” e “outrossim” não fortalecem um argumento só por parecerem formais. Prefira uma expressão simples e precisa, e evite repetir o mesmo conectivo no início dos parágrafos.
“Diante disso” pode aparecer no meio do texto, desde que fique claro a que situação se refere. “Outrossim” pode indicar adição, mas talvez destoe do tom da redação.
Na revisão, confira se cada conectivo expressa a relação entre as ideias. A escolha precisa vale mais que a formalidade e ajuda o leitor a acompanhar a tese até o fim.
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