Educação
Prejuízo supera R$ 100 milhões; não houve vítimas
O incêndio na UFPE destruiu laboratórios e pesquisas acumuladas ao longo de até 20 anos. O prejuízo estimado supera R$ 100 milhões, segundo informações divulgadas pelo G1.
As chamas atingiram o prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo, que abrigava laboratórios de farmácia, tecnologia e educação física. Não houve vítimas nem suspensão das atividades.
O incêndio começou por volta das 20h de 7 de outubro e foi controlado às 5h. Às 9h, bombeiros retornaram ao local para conter novos focos.
A construção fica em uma área isolada da universidade. Essa localização impediu que as chamas se espalhassem para outras unidades da UFPE.
O fogo destruiu amostras e pesquisas sobre Covid-19, autismo, câncer e TDAH, relatou ao G1 a estudante de Nutrição Letícia Porfírio.
A Polícia Federal abriu inquérito para apurar a causa do incêndio e verificar se ele pode ter sido criminoso. A origem do fogo ainda será investigada.
No dia do incêndio, o calor impediu a entrada dos peritos. Eles usaram drone e robô para obter imagens; o acesso à estrutura depende de reforços, sobretudo no teto.
O fogo na Diretoria de Inovação e Empreendedorismo foi o terceiro incêndio em instalações da UFPE em uma semana e o episódio de maior proporção.
Os incêndios anteriores ocorreram no Departamento de Física, em 30 de setembro, e em um laboratório do Centro de Biociências, em 4 de outubro. A universidade identificou as causas.
Além dos danos materiais, o incêndio interrompeu pesquisas desenvolvidas por anos. A investigação da PF deve esclarecer como o fogo começou e se houve ação criminosa.
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